Urnas eletrônicas e o poder do combate as fake news

mostrando se é verdade ou mentira  sobre as urnas eletrônicas

Eleições 2026

Mês das eleições está chegando e, com ele, as fatídicas fake news. Mas será mesmo verdade que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas? Você teria coragem de confiar nas urnas depois de ouvir uma mentira bem contada?

Não é de hoje que há boatos sobre fraudes em urnas eletrônicas, mas será mesmo que podem ser fraudadas? A urna eletrônica não é estática. Ela, no decorrer dos anos, foi melhorando o seu software, assim como um computador que necessita de atualizações. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, já havia, no Código Eleitoral de 1932, no artigo 57, o uso da máquina de votar, mas, naquela época, o voto era em papel. E, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 1995 houve o projeto básico de criação da urna eletrônica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Técnico Espacial (CTA). E teve o seu primeiro uso em 1996. Bons anos depois, em 2008, implementou a biometria como uma forma de deixar ainda mais difícil uma possível fraude. Mas, e então, será mesmo que conseguimos fraudá-las?

E como o TSE garante que ninguém mexeu na urna?

Basta pesquisar um pouco mais e você consegue encontrar, no site do TSE, que as urnas eletrônicas passam por diversos testes de auditoria e fiscalização que podem ser feitos antes, durante e após as eleições, mostrando de forma clara o quão seguro é o processo eleitoral. E que, nesse processo, ainda permite que qualquer cidadão brasileiro, maior de 18 anos, que preencher os requisitos, possa verificar através do Teste Público de Segurança (TPS), que é um dos processos feitos pelo TSE.
Estes processos, ou oportunidades, como eles chamam, são feitos em três fases: sendo a primeira ocorrendo 12 meses antes da eleição, é aqui onde o TPS se encontra e ele é feito após a abertura do código-fonte; a segunda, no dia da eleição; e a terceira, depois da eleição.

E se ver alguém divulgando notícias falsas?

Caso o leitor ou leitora fique sabendo de alguma notícia falsa que circula pela internet sobre as urnas, apuração dos votos, horários e locais de votação, ou qualquer tentativa de fraudar e desinformar as eleições, poderá ser feita uma denúncia ao site do TSE, na aba chamada Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral – SIADE. Lá conterá todas as informações que você precisa para denunciar, contendo links para clicar e fazer a denúncia.

Mitos mais ouvidos sobre as Eleições

  • 1 – Verdade ou mentira: A urna está conectada à internet ou possui bluetooth e pode sofrer ataque hacker? – Falso. Segundo o TSE, ela funciona sem qualquer tipo de conexão com a internet e não possui bluetooth.
  • 2 – Ouvi dizer que a urna não tem auditoria, é verdade? Falso. Conforme já falamos, ela passa pelo TPS e, além desse teste, tem o teste de integridade, que é a auditoria no dia da eleição para poder comprovar o funcionamento e a segurança das urnas, como afirma o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
  • 3 – “A urna eletrônica foi feita para fraudar” – Mentira. Na verdade, a urna foi criada para dar mais segurança ao processo.
  • 4 – O código-fonte da urna é secreto – Outro mito. Segundo o TSE, os códigos-fonte são inspecionados por entidades fiscalizadoras. Você deve se perguntar: o que é o código-fonte? “O código-fonte é o conjunto de comandos escritos em linguagem de programação de computador que dizem como os programas devem funcionar. Os códigos-fonte da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais nada mais são do que o conjunto de instruções às quais os programas desenvolvidos pelo TSE para as eleições obedecem.”
  • 5 – O amigo disse que o voto foi para outro – Mentira! Assim que você digita seu voto, ele pede para você mesmo confirmar.
  • 6 – Dá para imprimir voto e recontar igual cédula de papel. Mais uma vez, é mentira. Antes de iniciarem as eleições, o presidente da mesa receptora de votos emitirá um relatório de inicialização da urna em cada seção eleitoral para comprovar que as urnas estão zeradas. Para esse processo, é dado o nome de zerésima. E, após concluída a votação em cada seção, é impresso, pela própria urna, um documento chamado de Boletim de Urna (BU) contendo diversas informações.
  • 7 – Depois que você aperta confirma, o voto pode ser mudado. Mito. A partir do momento que você clica no botão confirma, ele registra e criptografa seu voto, não dando a possibilidade para mudar o voto de ninguém. Por isso, tenha atenção na hora da votação.

Ufa! Depois de tanto mito derrubado, acredito que vocês tenham entendido que as pessoas sempre arrumaram e arrumarão novas, ou nem tantas assim, desculpas para descredibilizá-las. Mas acreditem: é um processo sério e que merece todo respeito.

Por fim, o momento mais aguardado por vocês.

E aí, depois de toda essa explicação, ainda acha que é possível fraudar as urnas eletrônicas? O que eu posso te dizer é que, depois de toda pesquisa feita e observar o quão sérios são os órgãos reguladores, esses boatos não passam de mais uma fake news para tentar deturpar o processo de votação para eleger o representante do povo. Deixando ainda mais claro que, com o uso das urnas, a tentativa de uma possível fraude tornou-se um caminho difícil para qualquer cidadão que, porventura, tente.

Combatendo a Fake News